Urbanização

A primeira ocupação portuguesa ocorreu na Baía do Sol, com a sesmarias (política de distribuição de um lote de terra a um beneficiário em nome do rei de Portugal, com o objetivo de cultivar terras virgens), no século XVIII muitas áreas foram requeridas para a instalação de sítios. Na época não era observado o desenvolvimento das atividades econômicas, a região fora habitada antes por índios tupinambás e jesuítas, posteriormente por escravos para as atividades nos sítios.

O ciclo da borracha trouxe grande desenvolvimento para Belém, ingleses, franceses, norte-americanos e alemães que viviam na cidade no século XIX, por conta de empresas multinacionais, foram, os primeiros a utilizar a ilha como local de veraneio e posteriormente a elite paraense. A urbanização de Mosqueiro se intensificou após a construção da Rodovia PA-391 e da ponte Sebastião Oliveira. Facilitando a instalação de ocupações desorganizadas provocando impactos na natureza.

População

De acordo com o Censo do IBGE de 2010[1], a população de Mosqueiro é de 32.232 moradores em dezenove bairros: Aeroporto (1.170 moradores); Ariramba (1.942 moradores); Baía do Sol (2.414 moradores); Bonfim (776 moradores); Carananduba (5.445 moradores); Caruara (794 moradores); Chapéu Virado (1.159 moradores); Farol (851 moradores); Mangueiras (2.851 moradores); Maracajá (3.345 moradores); Marahú (132 moradores); Murubira (1.519 moradores); Natal do Murubira (1.098 moradores); Paraíso (315 moradores); Porto Arthur (283 moradores); Praia Grande (748 moradores); São Francisco (2.438 moradores); Sucurijuquara (1.074 moradores) e Vila (3.040 moradores).

Durante os períodos sazonais como férias escolares, festas de fim de ano e carnaval, por exemplo, a população flutuante de Mosqueiro é de aproximadamente 350 mil pessoas[2] dependendo do período. Para acomodar esse inchaço populacional repentino e temporário, a ilha precisa contar com uma infraestrutura robusta que garanta a subsistência desse público.

Infraestrutura

Apesar da ilha de Mosqueiro ser um distrito administrativo da cidade de Belém possui uma infraestrutura comparada a de muitos municípios, além dos orgãos da administração pública, são 15 (quinze) escolas municipais; 6 (seis) escolas estaduais; 1 (um) Hospital Municipal – HGM; 5 (cinco) Unidades Municipais de Saúde; 3 (três) mercados públicosRede de abastecimento de água da COSANPA – Cia Estadual de Saneamento do Pará; 01 (um) unidade de policiamento civil – Seccional; 1 (um) Batalhão da Polícia Militar; 1 (um) unidade do Corpo de Bombeiros; órgãos da Justiça Estadual como Fórum, Defensoria Pública e Ministério Público; 1 (um) terminal rodoviário; inúmeras igrejas; hotéispousadasrestaurantesbareslanchonetesfarmáciasmercadospostos de combustível; bancos; etc.

[1] https://sidra.ibge.gov.br/tabela/761#resultado [2] SEMOB. Disponível em: http://www.belem.pa.gov.br/semob/site/?p=5340.